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,09/10/2017 às 07:48

Trump envia ao Congresso medidas que dificultam imigração

O presidente americano, Donald Trump, enviou ao Congresso, neste domingo (8), uma lista de prioridades para a definição de uma política migratória, endurecendo o combate à imigração clandestina.

Entre as prioridades definidas pela Casa Branca relativas à legislação migratória, está a construção completa de um "muro na fronteira sul" com o México, uma promessa de campanha que o Congresso evitou discutir em profundidade até agora, por conta de seu altíssimo custo político.

Trump também definiu como prioritário o reforço da “capacidade de vigilância e controle migratório” nas fronteiras e dentro do país, além da adoção de um sistema migratório baseado em um esquema de pontuação por mérito, que elimina o que ele chama de "cadeia migratória familiar".

Entre as medidas concretas propostas pela Casa Branca, está uma reforma completa das regras de asilo para evitar o "abuso" e a adoção de um mecanismo de remoção rápida de menores que ingressam clandestinamente no país, sem a companhia de adultos.

Cortes drásticos

O projeto de Trump ainda prevê o corte drástico de recursos federais para as chamadas "cidades santuário", que se negam a cooperar na identificação de imigrantes em situação irregular, assim como a contratação de 10.000 novos agentes fronteiriços.

O envio desse pacote coincide com uma delicada negociação no Congresso, entre democratas e republicanos, para encontrar uma saída para a situação de pelo menos 600.000 imigrantes que se beneficiaram de um plano provisório para evitar a deportação. Adotado no governo Barack Obama, esse programa foi suspenso por Trump.

Os líderes do Partido Democrata no Congresso, o senador Chuck Schumer e a representante Nancy Pelosi, divulgaram uma nota, afirmando que a lista de Trump representa um obstáculo às negociações. A lista da Casa Branca "inclui o muro (na fronteira com o México), que havia sido explicitamente descartado das negociações", alegaram os legisladores.

Segundo Schumer e Pelosi, o Partido Democrata estava disposto a negociar "medidas razoáveis" de segurança fronteiriça, mas essa lista “vai muito além do razoável", ressaltaram.

MSN


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